Guia do blindado: tudo o que você precisa saber antes de ter um

Tempo de leitura: 5 minutos

Entenda como funciona a blindagem, a documentação necessária e como escolher a melhor opção para você

Já pensou em blindar o seu carro?

Diante da preocupação com a segurança no trânsito – segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foi registrada uma média de um roubo ou furto de veículo por minuto no Brasil em 2016 –, essa tem sido uma opção considerada cada vez mais pelos motoristas.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), a estimativa é que mais de 14 000 veículos passem pelo processo neste ano. Hoje a frota de blindados no país ultrapassa 197 000 unidades, entre carros particulares e empresariais.

Mas, afinal, como funciona uma blindagem? Fernando Cavalheiro, diretor da CEP Transportes dá algumas dicas:

Como se faz

O primeiro passo, se você deseja blindar seu carro, é solicitar ao Exército uma autorização que Pessoa física ou jurídica deverá ter (CR).

Com esse documento em mãos, a blindadora já pode iniciar o processo, que inclui desmonte completo do carro, aplicação dos materiais balísticos e remontagem dos componentes e acabamentos. Por lei, esse trabalho deve ser concluído no prazo de até 120 dias.

A blindagem consiste na aplicação de uma série de materiais balísticos em todo o veículo, incluindo aço, mantas de aramida e vidros especiais com policarbonato de 18 ou 21 milímetros de espessura.

“Dependendo do material da carroceria, usa-se aramida com nove ou mais camadas”, informa Fernando Cavalheiro diretor da CEP Transportes empresa que possui frota de veículos blindados em todo o Brasil. Atuando no mercado há 11 anos, Cavalheiro já blindou e comprou diversos veículos blindados e compartilha esta experiência.

Uma boa blindadora deve ter domínio dos materiais aplicados e suas características. “A colocação correta dos materiais é fundamental para obter o resultado certo”, frisa Cavalheiro. “Um bom material, mas aplicado de forma errada, pode levar a falhas.”

Das colunas e maçanetas às áreas de fixação dos cintos de segurança, nenhum centímetro do carro fica sem reforço. As rodas podem receber cintas se os pneus não forem run-flat de fábrica. Nem o teto solar é esquecido, lembrando que ele deve ser fixo e sem função de abertura, de acordo com a Portaria nº 55 do Exército Brasileiro de 2017.

É preciso também ter cuidado com características particulares do carro que será blindado, como a presença de câmeras. Realizar testes específicos para manter tanto a segurança da blindagem quanto as funcionalidades originais do veículo.

Tipos de blindagem

São, ao todo, seis níveis de blindagem: I (protege de munições .22 e .38), II-A e II (guardam contra pistola 9 mm e revólver .357 Magnum), III-A (o mais comum, resiste a disparos de submetralhadoras 9 mm e revólveres .44 Magnum), III (de uso restrito, protege contra fuzis) e IV (proibido para uso civil). No Brasil, é autorizada somente a blindagem até o nível III-A.

O processo acrescenta de 150 a 250 quilos ao peso do veículo – o equivalente à presença de dois ou três passageiros. Além disso, como os vidros são mais pesados, o centro de gravidade do carro é alterado.

A somatória das mudanças afeta a dirigibilidade. Entender o novo comportamento do veículo requer atenção redobrada do motorista.

Para ajudar nesse sentido, deverá ser entrega um manual junto com o veículo e realizar alguns cursos gratuitos a quem vai dirigir o veículo, com orientações sobre direção segura e manutenção.

Conservação

Algumas das principais recomendações são não deixar o veículo exposto ao sol, evitar choque térmico, fazer a limpeza dos vidros sem usar produtos químicos ou abrasivos e evitar bater as portas com os vidros abertos.

Na necessidade de qualquer reparo, leve seu veículo a blindadora que eles possuem o histórico da sua blindagem e poderão lhe ajudar da melhor maneira.

De olho na documentação

Além da autorização para iniciar o processo, o cliente deve solicitar o Certificado de Registro ao Exército (CR), caso ainda não tenha. Esse pedido pode ser feito enquanto o carro está na blindadora recebendo os materiais de proteção.

Esse documento é obrigatório para os donos de veículos blindados desde 2017, com validade de três anos. Por sua vez, a carteira da Polícia Civil não é mais necessária em São Paulo e na maior parte dos estados do país.

Ao entregar o veículo, a blindadora deverá fornecer ainda o Termo de Responsabilidade, que descreve os materiais usados, o nível de resistência da blindagem e a validade da proteção balística aplicada.

O próximo passo é obter a Declaração de Blindagem do Exército para então fazer a vistoria e solicitar ao Detran do seu estado um novo documento do veículo (CRLV) com a informação de blindagem.

Como escolher a blindadora

  1. Visite a empresa e verifique as certificações do Exército que a autorizam a prestar esse serviço e que garantem a aprovação dos materiais.
  2. Pergunte sobre os materiais balísticos utilizados, o processo de blindagem e a pós-venda. Questione também sobre a forma de aplicação e os testes realizados.
  3. Pesquise garantia e prazo de entrega para ter certeza de que eles atendem às suas necessidades. Fique atento aos prazos: a Autostar oferece três anos de garantia para o veículo e cinco anos para os vidros.
  4. Observe se todas as peças são embaladas, numeradas e armazenadas corretamente e se as áreas do interior do veículo, como fiação, volante e painel, são protegidas durante o processo.
  5. Questione sobre a inspeção do veículo após a conclusão da blindagem.

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